quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Saúde: 5 dicas para as mulheres evitarem doenças cardíacas


As chances de você morrer de doença cardíaca são altas, visto que essa é a condição mais mortal do mundo todo, de acordo com a OMS.
Aqui no Brasil, doenças cardíacas representam 29% dos óbitos, e só nos primeiros dias de 2016 elas já mataram mais de 10 mil pessoas. A estimativa é do Cardiômetro, uma ferramenta de alerta que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) inaugurou no final do ano passado.

Para as mulheres, a condição pode ser ainda mais problemática, porque seus sintomas podem ser diferentes dos sintomas vistos pelos homens. A boa notícia é que existem algumas coisas que elas podem fazer para evitar tornar-se mais uma triste estatística.

Durma bem
A maioria das pessoas precisa de sete a oito horas de sono por noite para estar bem descansado.
Durante o sono, seu cérebro fortalece sua memória, seu coração e seu sistema vascular conseguem fazer uma pausa, sua pressão arterial e frequência cardíaca abrandam. Se você não dorme o suficiente, seu corpo produz constantemente adrenalina e hormônios de estresse para mantê-lo acordado. Isso significa que sua pressão arterial e frequência cardíaca não diminuem, e isso machuca seu coração. Seu corpo adormecido também produz citocinas, o que ajuda a combater infecções e inflamações crônicas.

Estudos mostram que dormir mal – menos do que seis horas – prejudica mais mulheres do que homens. Sono ruim também pode agravar os sintomas de depressão e aumentar o risco de ataques cardíacos.

Mantenha-se ativa (incluindo sexo)
Qualquer tipo de exercício é essencial para o seu coração, incluindo o sexo. De acordo com a cardiologista Dra. Deidre Mattina, da organização de saúde Henry Ford Health System, nos EUA, o ideal é obter pelo menos 30 minutos diários de exercício físico de intensidade moderada de qualquer tipo – vale até uma simples caminhada.
O exercício físico reduz a pressão arterial, ajuda a perder peso, aumenta o colesterol bom, reduz o colesterol ruim e aumenta a sensibilidade à insulina.
Estar acima do peso faz mal para o coração. Se você tiver que perder muitos quilos, mude seu objetivo para 60 a 90 minutos de exercício por dia, conforme sugere a Dra. Carol Ma, cardiologista do Florida Hospital em Orlando, nos EUA.
Como dissemos acima, sexo conta como atividade. Além dele, chocolate e café, com moderação, também são bons para aliviar o estresse, e logo fazem bem ao coração.

Tome um copo de álcool por dia e coma bem
A Dra. Mattina sugere um copo de bebida alcoólica por dia para manter o coração saudável. Não precisa ser vinho tinto – de fato, ele tem antioxidantes saudáveis, mas qualquer bebida pode aumentar os níveis de colesterol bom e limitar danos às artérias. O álcool também pode ajudá-lo a relaxar.

O importante é não exagerar. No caso da cerveja, 350 ml bastam. Vinho, 120 ml. Bebidas destiladas mais fracas, 45 ml, ou 30 ml para as mais fortes.
Comer alimentos saudáveis também é essencial; diminua o açúcar refinado, sal e gordura e invista em frutas e legumes. A Dra. Ma ainda indica uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3, como o que você encontra em peixes. Se você está à procura de sugestões, a dieta mediterrânea é particularmente boa para o coração.

Pare de fumar
Este é o item mais importante da lista. A Dra. Mattina disse que quando vê uma paciente jovem que teve um ataque cardíaco, 90% são fumantes. Esse é um fato pouco conhecido, mas a maioria dos fumantes morre de doenças do coração muito antes de ter câncer de pulmão.
Parar de fumar melhora o colesterol
Fumar pode criar coágulos sanguíneos, diminuir os níveis de colesterol bom, tornar mais difícil para a pessoa se exercitar fisicamente e elevar a pressão arterial temporariamente. Nada disso é bom para o coração.

Faça exames regularmente
Fazer exames com uma certa regularidade pode evitar problemas futuros. Com que frequência ou que tipos de exames são coisas que dependem de sua idade, o quanto você se exercita, sua dieta e histórico familiar (se seus pais ou irmãos têm problemas de coração, você está em maior risco).
A Associação Americana do Coração sugere que todos iniciem o monitoramento de sua saúde cardíaca aos 20, checando pressão arterial, peso e níveis de colesterol e triglicérides.
Se você quiser uma verificação mais abrangente, pode checar IMC, circunferência da cintura, atividade elétrica em seu coração, perfis lipídicos e fazer testes da espessura média da íntima-média da artéria carótida (que procuram sinais precoces de doenças cardíacas, como endurecimento das artérias).
Pressão arterial elevada aumenta sua chance de ter problemas cardíacos. Se a sua pressão estiver acima de 120/80 mmHg, faça exames com maior frequência. Além disso, tente controlá-la com medicamentos ou mudanças de estilo de vida.
A partir dos 45 anos, verifique também os níveis de glicose no sangue. Se estiverem altos – um sinal de diabetes tipo 2 -, isso pode levar a doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.

Para as mulheres, é especialmente importante conhecer os sinais de problema de coração, pois eles podem ser diferentes dos vistos nos homens.
A clássica dor no peito é comum em ambos os sexos, mas nem todas as mulheres a sentem. Elas podem ter uma sensação ruim em seu pescoço ou mandíbula, palpitações, fraqueza, fadiga, medo – ou ainda sintomas que podem ser confundidos com doenças gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos e indigestão.
Vale lembrar que qualquer atraso no tratamento reduz significativamente as chances de sobrevivência. Se estiver com algum sintoma preocupante, procure imediatamente um médico. [CNN, RHB]

fonte:http://hypescience.com/saude-5-dicas-para-as-mulheres-evitarem-doencas-cardiacas
por: Natasha Romanzoti
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Novo tratamento com células tronco “desliga” diabetes tipo 1

Célula beta originada de célula tronco, encapsulada em alginato para protegê-la do sistema imunitário do hospedeiro

Quem tem diabetes tipo 1 e precisa usar injeções de insulina não vê a hora de surgir um tratamento novo para a doença. Afinal de contas, essa forma de terapia não avançou muito nas últimas décadas. Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) trazem uma ótima notícia: um estudo mostra que células beta produtoras de insulina feitas a partir de células tronco humanas podem “desligar” a diabetes em ratos por até seis meses.

No pâncreas de uma pessoas saudável, conjuntos de células beta produzem insulina para balancear os níveis de açúcar no sangue. Quem tem o tipo 1 da doença tem essas células atacadas pelo próprio sistema imunológico e não consegue produzir o hormônio. Assim, esta é uma doença autoimune e atualmente incurável.

Em 2014, uma pesquisa anterior, da Universidade de Harvard (EUA), conseguiu criar novas células beta a partir das células tronco humanas. Essas células funcionaram perfeitamente em ratos diabéticos, mas logo o sistema imunológico deles destruía as células, assim como havia feito originalmente.

Avanço
Os pesquisadores do Instituto decidiram então tentar esconder as novas células beta do sistema imunológico do paciente. Para fazer isso, eles usaram cápsulas feitas de alginato, material que vem das algas marrons, para proteger as células. O escudo, porém, não durava muito tempo e logo era atacado.
Fizemos variações de alginato ao anexar diferentes pequenas moléculas à cadeia maior”, explica o pesquisador principal, Arturo Vegas. A equipe esperou que pelo menos uma das 800 variações poderia camuflar as células beta do sistema imunológico.

Por sorte, uma variante mostrou-se eficaz tanto em ratos quanto em primatas, e as novas células beta começaram a produzir insulina apenas alguns dias depois do transplante. Os níveis de açúcar no sangue dos animais continuaram normais por 174 dias.
O próximo passo é testar a técnica em humanos, mas isso só deve acontecer depois de mais testes em outros primatas. Se tudo der certo (e torcemos para que dê), injeções de insulina podem se tornar uma coisa do passado. [MIT News, IFL Science]

fonte:http://hypescience.com/novo-tratamento-com-celulas-tronco-desliga-diabetes-tipo-1
por: Juliana Blume
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Como cuidar dos dentes de crianças pequenas?

Como posso cuidar dos dentes dos meus filhos na idade entre um e três anos?

Ensinar bons hábitos de higiene bucal para seus filhos é uma das melhores lições de saúde que você pode ensinar a eles. Isto significa ajudá-los a escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia, mostrar a maneira certa de usar o fio dental , incentivá-los a comer pouco entre as refeições e sempre ir ao dentista.A maioria dos dentistas recomenda que as crianças devam começar a ir ao dentista com dois anos de idade. Isto dá ao profissional a oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes do seu filho e, além disso, você pode aprender vários tópicos, como os dentes se desenvolvem, a importância do flúor, como ajudar seu filho a cuidar bem dos dentes, como lidar com o uso da chupeta, sobre a alimentação e como prevenir ferimentos na boca.Nunca deixe de dizer que é bom ir ao dentista. Explique a seu filho que uma consulta com o profissional ajuda manter a boa higiene bucal. Ao transmitir uma atitude positiva, você estimulará o seu filho a ir ao dentista regularmente.

O que devo fazer quando os dentes do meu filho começarem a nascer?

Os dentes começam a nascer quando o bebê tem seis meses de idade e continuam a erupcionar até o terceiro ano de idade. Isto faz com que muitas crianças tenham gengivas mais sensíveis e irritáveis nesta época. Pode-se massagear a gengiva usando o dedo, uma colher fria ou um mordedor que foi colocado na geladeira. Também há a possibilidade do uso de gel e medicamentos contra a dor no período em que os dentes estão aparecendo. Fale com seu dentista ou pediatra sobre estes medicamentos. Se seu filho estiver com febre durante o aparecimento da dentição, o melhor é avisar seu médico para garantir que a febre não esteja relacionada com outro problema.

Qual é a maneira certa de escovar os dentes do meu filho pequeno?

Primeiramente é importante estar ao lado de seu filho no momento da escovação até ele atingir a idade de seis anos. Siga as indicações abaixo:

* Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe seu filho engolir o creme.
* Use uma escova macia. Primeiro limpe as superfícies internas dos dentes, onde o acúmulo de placa é maior. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
* Escove todas as superfícies dos dentes voltadas para a bochecha. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
* Escove a superfície de mastigação dos dentes, para frente e para trás.

Chupar o dedo faz mal? Como posso evitar isto?

O reflexo de sugar é normal e saudável nos bebês. Mas, o hábito de chupar o dedo pode causar problemas de desenvolvimento da boca e do queixo, e afetar a posição dos dentes, principalmente se continuar depois que os dentes permanentes tiverem nascido. O resultado disso pode ser dentes anteriores que nascem inclinados para fora, ou mordida aberta. Isto pode causar problemas na vida adulta, como, por exemplo, dentes que se desgastam rapidamente, maior número de cáries e desconforto ao mastigar. As chupetas também podem causar danos parecidos, se usadas após a erupção dos dentes permanentes.

A melhor maneira de tratar o hábito de chupar o dedo é através de estímulos positivos, não de palavras e comportamentos negativos. Para seu filho, o hábito de chupar o dedo é uma coisa natural. Elogie seu filho quando não estiver chupando os dedos. Talvez seja preciso resolver o problema de ansiedade que leva seu filho a ter este hábito. Você pode conscientizar seu filho que ele tem este hábito, colocando um esparadrapo no dedo que ele chupa ou uma meia em sua mão à noite. Seu dentista ou pediatra pode receitar um medicamento com sabor amargo para passar no dedo o que leva a criança a perder este hábito com mais facilidade!

fonte:saudebucal.yahoo.com/
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CFM publica novas regras para cirurgia bariátrica

Do Exame / Cirurgia bariátrica: o novo texto indica o procedimento para pacientes com IMC maior que 35kg/mg, e não mais acima de 40kg/m²

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução com mudanças nas regras para tratamento da obesidade mórbida por meio da cirurgia bariátrica.

O novo texto indica o procedimento para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 35kg/mg, e não mais acima de 40kg/m², e para pacientes com IMC maior que 35kg/m² que também sejam portadores de comorbidades, doenças agravadas pelo sobrepeso e que melhoram quando a obesidade é tratada de forma eficaz.

A nova resolução do CFM aponta 21 doenças associadas à obesidade que podem levar a uma indicação da cirurgia, dentre elas depressão, disfunção erétil, hérnias discais, asma grave não controlada, diabetes, hipertensão, ovários policísticos.

As regras alteram o anexo da Resolução CFM 1.942/2010, que trazia como indicações para a cirurgia IMC acima de 40kg/m² ou IMC acima de 35kg/m², desde que portadores de comorbidades "tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo-artrites e outras". A resolução publicada hoje amplia o rol dessas doenças.

O texto também faz mudanças relacionadas à idade mínima para a cirurgia. De modo geral, o procedimento é voltado para maiores de 18 anos. Antes, jovens entre 16 e 18 poderiam fazer a cirurgia, caso o risco-benefício fosse bem analisado.

Agora, de acordo com o CFM, além dessa análise e outras regras anteriores, devem ser observadas novas exigências, como a presença de um pediatra na equipe multiprofissional e a consolidação das cartilagens das epífises de crescimento dos punhos.

Para menores de 16 anos, a bariátrica só será permitida em caráter experimental e dentro dos protocolos do sistema Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Pacientes com mais de 65 anos poderão fazer a cirurgia desde que respeitadas as condições gerais descritas na resolução e após avaliação do risco-benefício.

fonte:conews.com.br
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem pista genética sobre reincidência de câncer de mama

Segundo pesquisa, cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

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Segundo pesquisa, cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

Cientistas dizem ter descoberto uma nova pista genética sobre a reincidência de alguns cânceres de mama, o que pode levar a maior eficiência do tratamento.

Uma equipe de cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger de Cambridge, na Inglaterra, descobriu que os cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

Segundo eles, a chave para o sucesso do tratamento está em atacar esses genes o mais cedo possível.
As conclusões do estudo estão sendo apresentadas no Congresso de Câncer Europeu em Viena, na Áustria.

Uma em cada cinco pessoas com câncer de mama voltam a ter a doença ─ ou no mesmo local do tumor original ou em outra parte do corpo.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais mata mulheres. São cerca de 50 mil novos casos por ano e 10 mil mortes.
Lucy Yates, oncologista do Instituto Sanger de Cambridge, e sua equipe analisaram dados de tumores de 1 mil pacientes com câncer incluindo 161 pessoas cuja doença voltou ou se espalhou (metástase).

Quando compararam os tumores primários e secundários, eles constataram que diferenças genéticas e outras mutações presentes em cânceres secundários são relativamente pouco comuns em tumores diagnosticados pela primeira vez.

Yates diz que as conclusões sugerem que o complemento de genes de câncer em alguns cânceres primários podem torná-los mais propensos a reaparecer no futuro, enquanto genes de câncer adicionais adquiridos após o diagnóstico podem provocar a reincidência da doença.
Segundo ela, os médicos podem usar esse conhecimento para identificar pacientes com alto risco de reincidência de câncer e escolher o melhor tratamento para atacar mutações genéticas específicas.

Isso significa, segundo Yates, colher amostras do tecido do câncer para acompanhar como a doença está evoluindo e se modificando.
"Mais pesquisas são necessárias para validar essas descobertas em conjunto de dados muito maiores, mas acreditamos que no futuro será possível no momento do diagnóstico olhar para os genes do câncer de um indivíduo e determinar se a doença tem probabilidade de reaparecer no futuro e, nesse caso, escolher um tratamento personalizado para previni-la".

Segundo Peter Naredi, co-presidente do congresso, os resultados da pesquisa foram "muito importantes na era da medicina de precisão".
"Esse estudo destaca que devemos considerar a reincidência do cancer como um novo evento e cuidadosamente escolher o melhor tratamento para um tumor recorrente em vez de apenas se fiar na informação da primeira ocorrência".

Jorge Reis-Filho, do Memorial Sloan Kettering Cancer Centre em Nova York, nos Estados Unidos, afirmou que o estudo demonstra "a importância de analisar características genéticas de metástases quando se escolhe o tratamento".

fonte:g1.globo.com
imagem:catracalivre.com.br
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Nova terapia genética faz células de câncer cometerem 'suicídio'


Técnica desenvolvida nos EUA envolve a modificação genética de células cancerosas, que passam a emitir sinal ao sistema imunológico para atacá-las.

Uma nova terapia genética permitiu modificar células de câncer de próstata para que o corpo do paciente possa atacá-las e matá-las.
A técnica descoberta por cientistas americanos induz o tumor a se autodestruir - daí o nome "terapia do gene suicida".
A pesquisa identificou um aumento de 20% no índice de sobrevivência de pacientes com câncer de próstata após cinco anos de tratamento.

Mas um especialista em câncer consultado pela BBC disse que estudos adicionais são necessários para comprovar a eficácia do tratamento.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais frequente entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É também o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens - representa cerca de 10% do total de cânceres.
O estudo, conduzido por pesquisadores do Hospital Metodista de Houston, no Texas, parece mostrar que essa "terapia do gene suicida", combinada com radioterapia, pode ser um tratamento promissor para o câncer de próstata no futuro.

A técnica envolve a modificação genética de células cancerosas, que passam a emitir um "sinal" ao sistema imunológico para atacá-las.
Em geral, o corpo não reconhece células cancerosas como inimigas, porque elas se desenvolvem a partir de células saudáveis comuns.
Diferentemente de uma infecção, que motiva reação do corpo, o sistema imunológico não reage para matar células cancerosas.
Em geral, corpo não reconhece tumor como inimigo, porque ele se desenvolvem a partir de células saudáveis. A nova técnica pretende alterar essa lógica

Usando um vírus para transportar a terapia genética até o tumor, o resultado é que as células se autodestroem, alertando o sistema imunológico do paciente para lançar um ataque em massa.


Sobrevivência

Em dois grupos de 62 pacientes, um recebeu a terapia genética duas vezes e o outro grupo - todos com uma forma agressiva de câncer de próstata - foi tratado três vezes.
Os dois grupos também receberam radioterapia.

As taxas de sobrevivência após cinco anos foram de 97% e 94%, respectivamente. Embora o estudo não tenha empregado grupo de controle, os pesquisadores dizem que os resultados mostram um avanço de 5% a 20% em relação a estudos anteriores sobre tratamentos de câncer de próstata.

Biopsias realizadas dois anos após o estudo deram negativo em 83% e 79% dos pacientes dos dois grupos.
Brian Butler, da equipe do Hospital Metodista de Houston, disse que a descoberta poderá mudar a forma como o câncer de próstata é tratado.

"Poderemos injetar o agente diretamente no tumor e deixar o corpo matar as células cancerosas. Uma vez que o sistema imunológico tenha conhecimento das células cancerosas, se elas voltarem, o corpo saberá como matá-las."

'Nova geração'
Kevin Harrington, professor de imunoterapia oncológica no Instituto para Pesquisa do Câncer, em Londres, disse que os resultados são "muito interessantes", mas citou a necessidade de mais estudos.

"Podemos precisar de um teste aleatório para mostrar se esse tratamento é melhor do que apenas a radioterapia. Os vírus usados nesse estudo não se reproduzem. A nova geração de terapias virais pode se replicar seletivamente em células cancerosas - algo que pode matar o câncer de forma direta - e também ajudar a espalhar o vírus para células cancerosas vizinhas", afirmou.

Harrington disse ainda que seria "interessante" testar o tratamento com vírus que podem se reproduzir, para verificar se os resultados podem ser ainda mais efetivos.

fonte:g1.globo.com
imagem:www.vocesaudavelamanha.com
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Quem tem gêmeo com câncer tem risco maior para a doença, diz estudo

Quando gêmeo idêntico tem câncer, risco de irmão ter doença é 14% maior.
Estudo que avaliou 200 mil pessoas busca entender riscos hereditários.

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Gêmeos idêntidicos têm mesmo material genético (Foto: Pasieka / APA / SPL / AFP Photo)

Gêmeos compartilham os mesmos genes e, quando um desenvolve câncer, o outro corre maiores riscos de também adoecer. É o que concluiu um estudo publicado nesta terça-feira (5) que avaliou 200 mil pessoas.

Mas só porque um gêmeo fica doente não significa necessariamente que o outro terá o mesmo câncer, ou qualquer outro tipo de câncer, de acordo com o relatório publicado na revista Journal of the American Medical Association (Jama).
Na verdade, o risco de câncer em pares idênticos em que um dos gêmeos foi diagnosticado com câncer foi foi de apenas 14% maior em relação à população geral.

Gêmeos idênticos se desenvolvem a partir do mesmo óvulo e compartilham exatamente o mesmo material genético.

Entre gêmeos fraternos, que se desenvolvem a partir de dois óvulos diferentes e são tão geneticamente similares como irmãos biológicos normais, o risco de câncer em um gêmeo cujo irmão teve câncer foi 5% maior.

Os gêmeos analisados no estudo vinham de Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega - países que mantêm bancos de dados de saúde altamente detalhados - e foram acompanhados entre 1943 e 2010.

Quando os pesquisadores observaram o grupo como um todo, descobriram que cerca de um em cada três indivíduos desenvolveu câncer: 32%.
O risco de câncer em um gêmeo idêntico cujo par foi diagnosticado foi calculado como sendo de 46%. Em gêmeos fraternos, o risco de desenvolver câncer foi de 37% caso o outro irmão tenha sido diagnosticado.

O mesmo câncer foi diagnosticado em 38% dos gêmeos idênticos e em 26% dos pares bivitelinos. Os cânceres que eram mais propensos a ser compartilhados entre gêmeos eram melanoma (58%), próstata (57%), de pele não-melanoma (43%), ovário (39%), de rim (38%), mama (31%) e câncer de útero (27%).

"Por causa do tamanho do estudo e do longo follow-up, agora podemos ver efeitos genéticos fundamentais para muitos cânceres", disse Jacob Hjelmborg, da Universidade do Sul da Dinamarca e principal co-autor do estudo.
Os pesquisadores disseram que as descobertas podem ajudar os pacientes e os médicos a entenderem mais sobre os riscos hereditários de câncer, uma doença que mata oito milhões de pessoas ao redor do mundo a cada ano.

fonte:g1.globo.com
Da France Presse
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sábado, 2 de janeiro de 2016

Cartilagem cultivada em laboratório poderá 'reconstruir partes do corpo'

Com impressora 3D, cientistas tentam recriar tecidos usando células humanas; com isso, seria possível reconstruir partes do corpo, como nariz e orelhas.

Uma impressora 3D constrói a estrutura gelatinosa que contém as células humanas (Foto: BBC)

Pacientes que precisam de cirurgia para reconstruir partes do corpo, como nariz e orelha, poderão muito em breve fazer um tratamento usando cartilagem cultivada em laboratório, de acordo com cientistas britânicos.
O processo envolve o cultivo de células de uma pessoa em uma incubadora. Essas células, então, são misturadas a um líquido e depois impressas em 3D no formato gelatinoso do órgão necessário.
Depois disso, coloca-se essa "gelatina" em uma incubadora novamente para que ela possa crescer novamente até que fique pronta.
Pesquisadores em Swansea, no País de Gales, afirmam que a expectativa é poder usar esses "tecidos" criados em laboratório em humanos em torno de três anos.

"Usando uma explicação simples, nossa ideia é recriar tecidos usando células humanas", disse Iain Whitaker, cirurgião plástico que participa da pesquisa.

Procedimento
"Estamos tentando imprimir estruturas biológicas usando células humanas e providenciando o ambiente certo e o tempo certo, para que possam se desenvolver em tecidos que eventualmente possam ser utilizados em seres humanos."
"Seria útil para reconstruir partes do corpo perdidas, como partes do nariz ou da orelha e até mesmo partes maiores do corpo, como ossos, músculos e vasos sanguíneos", afirmou.

A equipe de cirurgiões está trabalhando em parceria com cientistas e engenheiros que construíram uma impressora 3D especificamente para esse tipo de trabalho.

Whitaker, que é chefe de cirurgia plástica e reconstrutiva na Escola de Medicina da Universidade de Swansea, explicou que o projeto começou em 2012, mas a pesquisa nessa área já acontece há mais de 20 anos.
A ideia, segundo ele, é testar os tecidos cultivados em laboratório em animais. Depois, será preciso passar por um processo de ética antes de aplicá-los em seres humanos.

"A boa notícia para o futuro é que, se nossa pesquisa for bem sucedida, em dois meses seria possível recriar uma parte do corpo que não existia mais, sem ter que fazer isso retirando tecido de outra parte do corpo, causando defeito ou cicatriz em outros lugares", afirmou.

Os pesquisadores explicam que estão fazendo os experimentos usando impressora 3D porque ela tem grandes possibilidades de imprimir essas estruturas complexas.
"A maioria das pessoas já ouviu muito sobre a impressora 3D, que começou imprimindo plásticos e metais. Agora ela está mais desenvolvida, então é possível considerar a ideia de imprimir tecidos biológicos em uma impressora chamada '3D bio-printing', que é uma máquina diferente, específica para isso", explicou.

Cientistas afirmam que em três anos será possível usar a cartilagem cultivada em laboratório para reconstruir partes do corpo (Foto: BBC)

Como funcionará o processo
- Células são retiradas de uma pequena amostra de cartilagem durante a operação inicial e são cultivadas em uma incubadora por várias semanas
- O formato da parte do corpo que está faltando é digitalizado e colocado em um computador
- Ele é, então, impresso em 3D usando uma fórmula líquida especial combinada com as células vivas da estrutura gelatinosa cultivada no laboratório
- São adicionados reagentes para fortalecer a estrutura
- Essa estrutura é colocada, então, em uma incubadora com um fluxo de nutrientes para suprir as células com alimentos para que elas possam crescer e produzir sua própria cartilagem.
- A estrutura será testada para ver se está forte o suficiente para eventualmente ser implantada em pacientes.

fonte:g1.globo.com
David Dulin - Da BBC
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