quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Alzheimer: novo exame dos olhos permite detectar a doença antes dos sintomas surgirem


Quanto mais cedo o Alzheimer for diagnosticado, melhor o paciente responde ao tratamento. Idealmente, o paciente deve começar a ser tratado antes de exibir sintomas neurológicos. Para tentar passar a perna na doença, pesquisadores criaram até jogos de memória e localização espacial para identificar pioras discretas nas funções cerebrais da população geral.

Outra grande novidade do diagnóstico precoce da doença é o exame da retina. A pesquisa feita na Universidade de Minnesota (EUA) foi publicada na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science.

No trabalho, os pesquisadores detectaram mudanças na retina de ratos com predisposição para desenvolver Alzheimer.

Olhos como janelas para o cérebro
Neurologistas costumam dedicar uma boa atenção ao exame dos olhos de seus pacientes. “A retina não é apenas ‘conectada’ ao cérebro – ela é parte do sistema nervoso central”, explica o pesquisador Swati More. Apesar de tanto o cérebro quanto a retina se alterarem com o Alzheimer, a retina tem uma vantagem: “Ao contrário do cérebro, a retina é acessível, tornando alterações mais fáceis de serem observadas. Percebemos mudanças na retina de ratos com Alzheimer antes da idade típica em que os sinais neurológicos são observados”, aponta More.

Novos tratamentos
Além de oferecer diagnóstico precoce para pacientes, outro objetivo do estudo é melhorar a criação de medicamentos para os primeiros estágios da doença. Já que o Alzheimer costuma ser diagnosticado quando sintomas neurológicos já são apresentados, as drogas existentes são voltadas para esta fase tardia.

“Drogas não podem ser testadas para determinar se são eficazes no começo do Alzheimer. Com uma ferramenta de diagnóstico precoce, podemos ajudar no desenvolvimento de novas drogas”, explica outro autor do trabalho, Robert Vince.

Com esta tecnologia de diagnóstico, novos tratamentos podem ser desenvolvidos para a fase anterior da doença. [Science Daily]

por Juliana Blume
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Supercola fecha feridas oculares até a realização de cirurgias reparadoras

Segundo especialistas, o tratamento temporário poderá evitar danos mais graves, como a perda da visão


Corriqueiros, acidentes de carro, domésticos e de trabalho podem causar lesões no globo ocular. Essas feridas precisam ser tratadas imediatamente para evitar a queda de pressão ocular e danos ainda mais graves, como a perda total da visão. Mas nem sempre a cirurgia acontece de forma instantânea. Para exterminar o risco de possíveis complicações durante a espera pelo procedimento, pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil desenvolveram uma solução temporária: uma espécie de supercola que consegue fechar as feridas oculares. Os testes iniciais com o material tiveram resultados positivos e foram publicados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Ajudar soldados feridos foi o que motivou os criadores do selante. “O Exército dos Estados Unidos tem se interessado em desenvolver novas abordagens para o tratamento do trauma ocular, particularmente em ambientes austeros, onde não existe acesso a instalações hospitalares e cirúrgicas completas”, conta ao Correio John Jack Whalen, professor-assistente de pesquisa em oftalmologia na Universidade do Sul da Califórnia (USC) e um dos autores do estudo.

O polímero tem como base o PNIPAM — um líquido transparente que muda de forma conforme a temperatura. Os pesquisadores criaram uma substância termossensível que tem forma de gel em baixa temperatura e se solidifica ao entrar em contato com a temperatura corporal. “Desenvolvemos uma seringa que permite que o selante seja rapidamente implantado nos olhos, sem a necessidade de microscópios ou instrumentação microcirúrgica”, detalha Whalen. “Pegamos essa substância gelada e em forma de gel com essa seringa e, em contato com o corpo, ela se solidifica e fecha a ferida, evitando, assim, que a pressão caia”, completa Paulo Falabella, também autor do estudo, conduzido por ele na USC e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Agora, ele faz um doutorado na universidade brasileira.

Em modelos de coelhos e porcos com ferimentos de globo aberto — quando há violação das paredes oculares —, o selante restaurou a pressão intraocular, com efeito semelhante ao de uma supercola, mas sem toxicidade e com a durabilidade de um mês. “Nos testes com animais, conseguimos uma pressão ocular cinco vezes maior que em uma pessoa normal, evitando que ela caia e que ocorram danos mais graves, como a cegueira. Isso mostra a segurança do material ao longo tempo”, ressalta Falabella.

Além da durabilidade, a simplicidade no uso do material chama a atenção. “O selante pode ser implantado em menos de 5 minutos, geralmente entre 2 e 3 minutos. Ele é fácil de usar”, frisa Whalen. “Nossa intenção é gerar um processo rápido, para ser feito no primeiro atendimento. Algo que o profissional da emergência possa realizar enquanto o paciente espera até ter acesso a um cirurgião. Fizemos até um workshop com especialistas da área oftalmológica para avaliar essa aplicação, o que foi bastante positivo”, complementa Falabella.

Necessidade
Para Marcos Ávila, médico oftalmologista do CBV Hospital de Olhos, em Brasília, e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), o selante ocular poderá ajudar a resolver complicações corriqueiras. “É um problema que enfrentamos muito no dia a dia, principalmente em acidentes de trabalho, em que o paciente chega horas depois de a lesão ter ocorrido e a pressão ocular já está baixa. Tem casos em que a pessoa almoçou ou lanchou antes do procedimento e, por causa disso, a anestesia precisa ser postergada, o que prejudica bastante porque, quanto mais tempo a ferida fica aberta, menores são as chances de eficácia da cirurgia”, detalha o especialista, que não participou do estudo.

Segundo o oftalmologista, os médicos já usam uma cola, o cianocrilato, mas ele não apresenta as mesmas vantagens do novo material. “Um selante com essas qualidades, com essa durabilidade, ainda não temos. Acredito até que essa seja apenas a ponta do iceberg. Quem sabe essa nova tecnologia possa ser utilizada em outros processos como uma forma de substituir as suturas em transplantes de córnea, por exemplo”, acredita Ávila.

Apesar de otimista, o médico acredita que testes futuros são necessários antes que o selante chegue à clínica. “Como foram feitos experimentos apenas com animais, temos que ver a segurança (do uso) em humanos, saber também da toxicidade, para certificar que não trará problemas. Outra questão é o custo. Se for alto, pode ser uma barreira”, opina.

O próximo passo dos criadores será o teste em humanos, a fim de testar a validade, a aplicabilidade e a segurança da supercola. “Atualmente, estamos construindo uma pequena linha de fabricação para produzir produtos clínicos e começar a obter as aprovações da Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana, para, dessa forma, iniciar estudos preliminares de segurança em humanos. Esperamos começar os primeiros ensaios clínicos de segurança em meados de 2019”, adianta Whalen.

Segundo Falabella, a próxima etapa também avaliará o custo da nova ferramenta. “Ainda é cedo para falar sobre valores, mas podemos adiantar que os materiais usados nessa pesquisa são muito utilizados na área médica, o que nos deixa otimistas com relação a um custo não muito alto do produto final”, ressalta o cientista brasileiro.

por Vilhena Soares
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Veja os malefícios de tomar leite de caixa e da ultrapasteurização

Profissionais defendem que o consumo do leite UHT deve ser evitado, pois boa parte das vitaminas é eliminada

O hábito de consumir leite de vaca gera controvérsias. Além da discussão sobre o alimento em si, muitas pessoas questionam se existe uma forma que traz mais benefícios ao consumidor: leite de saquinho, caixinha ou em pó. Qual seria o mais nutritivo e com menos malefícios?

Há algum tempo, surgiu na mídia o escândalo do leite, com o objetivo de levar ao conhecimento da população as fraudes praticadas na produção do leite UHT, popularmente conhecido como leite de caixinha.

O processo do “leite de caixa”
O leite vendido em embalagens cartonadas, em forma de caixa, é processado com temperaturas elevadíssimas (daí vem UHT, ultra high temperature), que podem chegar até 150ºC, o que elimina a maior parte dos micróbios contidos no leite.

Foto: depositphotos

O leite sofre o processo de ultrapasteurização, sendo aquecido em uma temperatura que é quase o dobro da normal por certo tempo e depois resfriado. Nesse aquecimento, os micro-organismos benéficos do alimento e que auxiliam na digestão também são mortos, reduzindo o seu valor nutritivo.

Chamado de leite longa vida, o produto não precisa de refrigeração antes de ser aberto e tem prazo de validade de até vários meses. É importante ressaltar que, ao contrário do que muita gente pensa, os responsáveis pela durabilidade do leite tipo UHT não são apenas os conservantes, mas também o processo de aquecimento.

Malefícios do leite de caixinha
Alguns profissionais defendem que o consumo do leite UHT deve ser evitado, pois boa parte das vitaminas do alimento é eliminada durante o processo de aquecimento. O consumo do leite de caixa também gera controvérsias: alguns profissionais não indicam, outros não vêem problemas (e até indicam por conta do cálcio que ele contém), enquanto outros especialistas recomendam que o leite – seja de qual tipo for – seja evitado, pois o cálcio pode ser encontrado em folhas verdes ou no ovo.

Há também os problemas de contaminação e baixas nutritivas que podem ocorrer em quase todos os produtos industrializados.

Há algum tempo, tornaram-se públicos os procedimentos relatados para fraudar o leite, com a adição de soro de queijo, soda cáustica, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), citrato de sódio e uma mistura de água, sal e açúcar. De acordo com um artigo publicado por Ismael Maciel de Mancilha, professor de Escola de Engenharia da USP em Lorena, as fraudes apontadas causam mínimo risco à saúde do consumidor, no entanto, interfere negativamente no valor nutritivo do alimento e deve ser rigorosamente combatida pelos órgãos competentes e pelos consumidores. Ainda segundo o professor, o leite de saquinho garante qualidade nutritiva superior ao leite de caixa.

por Débora Silva
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Anticoncepcional moderno está ligado a risco de câncer, diz estudo

Os pesquisadores encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina, e sugerem que outros tipos de anticoncepcional hormonal, como implantes e adesivos, também provoquem esse efeito

Riscos dos anticoncepcionais: pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos

As pílulas anticoncepcionais modernas que com menores concentrações de estrogênio têm menos efeitos colaterais do que os anticoncepcionais orais passados. Mas um grande estudo dinamarquês sugere que, como as mais antigas, elas aumentam modestamente o risco de câncer de mama, especialmente com o uso a longo prazo. Os pesquisadores da Universidade de Copenhague encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina, e sugerem que outros tipos de anticoncepcional hormonal, como implantes e adesivos, também provoquem esse efeito.

“Nenhum tipo de contraceptivo hormonal é livre de risco, infelizmente”, afirmou a principal autora do trabalho, Lina Morch, do Hospital Universitário de Copenhague. Contudo, o risco foi bastante pequeno, totalizando um caso extra de câncer de mama por ano para cada 7.700 mulheres que usavam esses anticoncepcionais. Os especialistas que analisaram a pesquisa disseram que cabe às mulheres decidir se, para elas, essa informação é mais importante do que os benefícios conhecidos da pílula – incluindo a redução da incidência de outros tipos de câncer.

“A contracepção hormonal ainda deve ser percebida como uma opção segura e eficaz para o planejamento familiar”, disse ao jornal The New York Times a ginecologista JoAnn Manson, chefe de medicina preventiva no Brigham and Women's Hospital de Harvard, que não participou da pesquisa. Manson ressaltou que mulheres acima de 40 anos podem optar pelo DIU não hormonal, fazer ligadura de trompas ou conversar com o parceiro sobre a vasectomia.

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos, na Dinamarca, onde um sistema nacional de cuidados permite cruzar dados de histórico de prescrição, diagnósticos de câncer e outras informações. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

por Paloma Oliveto
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Pílula anticoncepcional pode fazer você esquecer de detalhes


Você quer contar detalhes da festa para as amigas, mas não lembra de tudo? Cuidado, pode ser por causa da pílula. De acordo com o primeiro estudo sobre como o anticoncepcional oral afeta a memória, mulheres que tomam seu remedinho diário se lembram de fatos de forma diferente.

A pesquisa constatou que o contraceptivo escolhido por aproximadamente 3,5 milhões de mulheres britânicas faz com que elas lembrem o impacto emocional de um evento, mas não seus detalhes.

O estudo enfatizou que a medicação não danifica a memória. Significa apenas que há uma mudança no equilíbrio hormonal que faz com que as mulheres se lembrem das coisas de forma diferente.
Cerca de 100 milhões de mulheres ao redor do mundo tomam anticoncepcional oral. O medicamento aparentemente inofensivo tem sido relacionado a um maior risco de coágulos sanguíneos e câncer de mama, embora também seja associado à proteção outros tipos de câncer.

Os efeitos causados ao cérebro também são estudados, que sugerem que a pílula faz com que a parte feminina do cérebro aumente, elevando as competências emocionais. Também sugere que as mulheres se sentem mais atraídas por homens mais jovens porque eles tendem a ser mais férteis.

O estudo analisou como as mulheres sob efeito da pílula ou experimentando naturais ciclos hormonais se lembraram de um acidente de carro envolvendo uma mãe e um filho.

As mulheres que usavam contraceptivos há apenas um mês lembraram de forma mais clara os principais passos do evento traumático – que tinha havido um acidente, que o menino havia sido levado às pressas para o hospital, que os médicos trabalharam para salvar a sua vida, por exemplo.

Já as mulheres que não usavam o medicamento lembraram de mais detalhes, como um hidrante ao lado do carro.

De acordo com os pesquisadores, as mulheres que usam contraceptivos lembram a essência emocional de um evento, ao contrário das outras, que retêm mais detalhes.

Eles salientam que os medicamentos não danificam a memória, afirmando que é apenas uma mudança no tipo de informação que as pessoas não se lembram.

A mudança faz sentido porque os contraceptivos suprimem os hormônios sexuais como o estrógeno e a progesterona para evitar a gravidez. Esses hormônios já foram relacionados à memória forte das mulheres.

Esta nova descoberta pode ser surpreendente para alguns, mas é uma consequência natural de pesquisas que vêm sendo feitas há 10 anos sobre as diferenças dos sexos, dizem os pesquisadores.

As descobertas podem ajudar a levar a respostas mais completas sobre porque as mulheres experimentam síndrome de estresse pós traumático com mais freqüência do que os homens.
Mais estudos podem revelar mais sobre quais os efeitos do estrogênio no cérebro das mulheres e sobre os efeitos a longo prazo da pílula. [Telegraph]

por Patricia Herman
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dicas para evitar o aparecimento de manchas no verão


Quem não tem uma manchinha no rosto, mesmo que pequena? Com a chegada do verão os cuidados com a pele devem ser redobrados, pois os raios solares além de causarem doenças como o câncer de pele e desidratação, podem também ocasionar o envelhecimento precoce da pele e o aparecimento de manchas indesejáveis.

O que causa as manchas?
Os tipos de manchas mais comuns são as melanoses solares e o melasma. As melanoses solares se caracterizam pelo formato arredondado, bem delimitado e acastanhado. Elas se concentram no dorso de mãos e faces laterais do rosto. Já o melasma tem formato irregular, tamanho maior e um tom mais castanho-acinzentado. É mais comum que apareça nas maçãs do rosto e concentre-se na testa, embaixo dos olhos ou em cima dos lábios.

As causas para o surgimento dessas manchas de verão são fatores genéticos associados a uma exposição solar intensa e prolongada. No caso dos melasmas, outro fator que contribui para o aparecimento é o uso de contraceptivos hormonais — por isso as mulheres são as mais afetadas.

No auge do verão, consumir ou manusear alguns alimentos debaixo do sol aumenta o risco de se desenvolver o que os médicos chamam de fitofotomelanose – manchas escuras na pele causadas pelo contato com o ácido de alimentos cítricos que, mais tarde, só desaparecem com a intervenção médica. Mas o perigo não é só esse. É preciso ter cuidado com cremes, tratamentos químicos e até o uso de hormônios na estação mais quente do ano.


O que fazer para evitar as manchas?
A melhor forma de evitar manchas é usar o filtro solar. Evite se expor diretamente ao sol, por muitas horas. Caso fique muito tempo no sol, é preciso usar um filtro solar eficiente com proteção UVA e UVB e repassando a cada 2 horas. O uso do chapéu e óculos também ajudam na proteção.

Quanto menos saudável estiver a pele, mais vulnerável ela será aos danos. Por isso é importante que você se encarregue de manter a pele saudável, com cremes e produtos cosméticos especiais para a prevenção de manchas.

As vitaminas que mais beneficiam a nossa pele e ajudam a prevenir o aparecimento de manchas são Vitamina A, C e E; por isso, não hesite em incluí-las na sua dieta mediante os alimentos e, se for necessário, com algum suplemento.

Mesmo que você não tenha manchas, sempre use produtos com agentes clareadores; eles ajudam muito a evitar que surjam manchas na pele.


Máscara de Argila para Prevenção das Manchas
Dentre todas as argilas, a branca é o tipo mais indicado para prevenção das manchas. A argila branca é indicada para peles sensíveis e desidratadas, pois ativa os vasos sanguíneos e mantém a suavidade da pele por mais tempo. Máscaras de argila ajudam a ativar a circulação do sangue, a promover a maior nutrição da pele, seu brilho, luminosidade e maciez. Além de hidratar a pele, a argila branca ativa a circulação, o que também evita a acne e a inflamação.

Ingredientes
2 colheres de sopa de argila branca
1 colher de sopa de água mineral
1 colher de sopa de vinagre de maçã
1 gota de óleo essencial de limão

Misture a argila com a água e o vinagre até formar uma pasta, adicione a gota de óleo essencial, misture bem. Passe com um pincel em todo o rosto. Passe a mistura no dorso das mãos. Deixe agir por 15 minutos. Enxágue bem. Essa máscara deve ser usada à noite. Eu uso 3 vezes na semana.


Como melhorar a aparência das manchas já existentes?
A grande maioria das manchas pode ser clareada, porém não apagada totalmente. Isso quer dizer que, se houver exposição solar, provavelmente, grande parte delas irá voltar. Por esse motivo, os cuidados com a prevenção da exposição solar são fundamentais na manutenção dos resultados de qualquer procedimento. Em geral, os cuidados se iniciam com tratamento domiciliar com aplicação de cremes à base de ácido retinoico ou glicólico, resveratrol, entre outros. Além disso, cremes à base de vitamina C e E são muito úteis como antioxidante e potencializam o efeito do filtro solar.

Para sardas e também manchas senis — causadas pelo acúmulo de exposição solar — , a melhor opção é a luz intensa pulsada. Para as mais resistentes, o laser erbium ou de CO₂ são muito utilizados. Para os casos de melasma, temos muitas alternativas, que variam desde peelings clareadores até a indução percutânea de colágeno com agulhas (IPCA).

A formação de manchas é um processo oxidativo, e qualquer ativo com potente ação antioxidante pode impedir ou atenuar o aparecimento delas. O Pomactive HFV, derivado da maçã e rico em polifenóis, como a quercetina, é uma opção para esse caso.

A escolha do tratamento, porém, depende de cada pessoa e também da intensidade do problema. Há casos que apenas cremes clareadores resolvem e outros que precisam da combinação com procedimentos mais fortes.

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Comer 40g de queijo por dia pode reduzir risco de ataque cardíaco

Ingerir 40 gramas de queijo por dia pode ajudar a reduzir o risco de derrame e ataque cardíaco [Foto: Getty]

Queijo, o glorioso queijo. Ele provavelmente estará na mesa de aperitivos de todos nas festas deste fim de ano.

Felizmente a ciência acaba de nos dar mais um motivo para consumi-lo, já que desvendou outro de seus benefícios para a saúde.

Sim, ele pode ser rico em gordura, mas um estudo recente concluiu que comer 40 gramas de queijo por dia pode reduzir o seu risco de um ataque cardíaco.

Pesquisadores da Universidade de Soochow, na China, analisaram 15 experimentos realizados nos Estados Unidos e na Europa, nos quais foram monitoradas as dietas e condições de saúde de mais de 200 mil pessoas.

Eles concluíram que os indivíduos que comiam queijo regularmente, reduziram suas chances de ter um derrame em 10%, e diminuíram a probabilidade de desenvolver algumas doenças cardíacas em 14%.

Infelizmente, 40 gramas não é muito [Foto: Getty]

Se você é um grande fã dos laticínios, acalme-se: 40 gramas correspondem a um pedaço do tamanho de uma caixa de fósforo, então não podemos nos exceder no consumo.


Por que o queijo nos oferece este benefício?

Os pesquisadores acreditam que o cálcio presente no queijo impede que a gordura seja absorvida pelo corpo, ao mesmo tempo em que aumenta os níveis de colesterol bom. Um ácido que ajuda a prevenir o entupimento das artérias também pode ser encontrado neste alimento.

O estudo conclui dizendo: “Ele contém ácidos graxos saturados, mas também tem nutrientes potencialmente benéficos”.

Perfeito para a temporada de festas de fim de ano.

Lauren Sharkey
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