quarta-feira, 21 de junho de 2017

Exame de sangue mostra melhor tratamento para câncer de próstata

Um simples exame de sangue consegue mostrar, com precisão, quais pacientes poderão se beneficiar de um tratamento alvo contra câncer de próstata

Um simples exame de sangue consegue identificar quais pacientes poderão se beneficiar do tratamento com a terapia-alvo olaparibe, quais estão respondendo ao tratamento e se, ocasionalmente, o câncer está se tornando resistente ao medicamento. (iStockphoto/Getty Images)

Um novo exame consegue determinar com precisão quais homens com câncer de próstata poderão se beneficiar de um tratamento com o medicamento-alvo olaparibe. O teste, um simples exame de sangue, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto para Pesquisa do Câncer (ICR, na sigla em inglês), em Londres (Inglaterra), e da Fundação Royal Marsden da NHS (sistema de saúde britânico) e, segundo os autores, poderia “melhorar muito a sobrevivência” dos pacientes.

O olaparibe é um medicamento de terapia-alvo. Embora esse tipo de tratamento de precisão seja visto como o futuro da medicina contra o câncer, justamente por ser um tratamento direcionado, não funciona para todos os pacientes. O novo teste, “três em um”, além de apontar quais homens com câncer de próstata avançado provavelmente se beneficiarão da medicação, também detecta sinais precoces de resistência ao medicamento e monitora a evolução do tumor ao longo do tempo, de acordo com um artigo publicado na segunda-feira no periódico científico Cancer Discovery.

Inovação
“Nosso estudo identifica, pela primeira vez, mudanças genéticas que permitem que as células de câncer de próstata se tornem resistentes ao tratamento preciso olaparibe. A partir dessas descobertas, fomos capazes de desenvolver um teste poderoso, três em um, que poderia, no futuro, ser usado para ajudar os médicos a selecionar o tratamento, verificar se ele está funcionando e monitorar o câncer no longo prazo. “, disse Johann de Bono, professor do ICR.

O olaparibe inibe uma proteína chamada (PoliADP ribose polimerase), que mantém a integridade do tumor e que, quando bloqueada, leva à morte das células tumorais. O medicamento atua contra o câncer em pessoas com mutações hereditárias nos genes BRCA1 ou BRCA2 – caso da atriz Angelina Jolie -, que incluem tumores de ovário, mama e próstata. De acordo com os cientistas, os resultados sugerem que o teste pode ser adaptado para pacientes com outros tipos de câncer, não só de próstata.

No Brasil, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro deste ano para tratamento de câncer de ovário.

Exame “três em um”
Ao testar o DNA do câncer na corrente sanguínea, a partir de amostras de sangue de 49 homens com câncer avançado, participantes do ensaio clínico de fase II de olaparibe, os pesquisadores descobriram quais pacientes provavelmente se beneficiarão do tratamento com a droga.

Em seguida, o mesmo teste analisou o DNA cancerígeno no sangue dos pacientes após o início do tratamento, de modo que em cerca de quatro a oito semanas os médicos conseguem identificar quem está respondendo bem à terapia e quem deve receber um tratamento alternativo.

Em terceiro lugar, o teste foi capaz de monitorar o sangue dos participantes ao longo do tratamento com olaparibe e, dessa forma, identificar rapidamente sinais de que o câncer estava evoluindo geneticamente e, portanto, que poderia estar se tornando resistente ao medicamento.


Esperança para o futuro

Paul Workman, executivo-chefe do ICR, acredita que o teste poderia “inaugurar uma nova era de medicina de precisão para câncer de próstata”. “Testes de sangue para câncer prometem ser verdadeiramente revolucionários. Eles são baratos e fáceis de usar, mas, o mais importante, como eles não são invasivos, podem ser empregados ou aplicados para monitorar rotineiramente os pacientes para detectar cedo se o tratamento está falhando – oferecendo aos pacientes a melhor chance de sobreviver à sua doença.”, afirmou.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Mais um passo para a liberação dos medicamentos emagrecedores

A lei que autoriza a venda de medicamentos emagrecedores foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda sanção presidencial

Os medicamentos anorexígenos , como sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol, inibem o apetite e são utilizados principalmente em tratamentos contra a obesidade mórbida. (iStock/Getty Images)

Nesta terça-feira o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o Projeto de Lei 2431/2011, que autoriza a produção, comercialização e o consumo, sob prescrição médica, de medicamentos que contenham substâncias com potencial para emagrecer. Como o projeto já passou pelo Senado, falta apenas a sanção presidencial.

Anorexígenos
Pelo projeto aprovado, as substâncias que poderão ser comercializadas são a sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. Os chamados anorexígenos inibem o apetite e são utilizados principalmente em tratamentos contra a obesidade mórbida.

Atualmente, a manipulação e venda de fórmulas com estas substâncias é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é contrária ao registro de medicamentos dessa natureza devido aos riscos de efeitos adversos na saúde do paciente.

O uso da sibutramina, por exemplo, está associado ao aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, distúrbios do ritmo cardíaco, infarto, psicose e mania. Nos Estados Unidos e na Europa, a substância é proibida. Já os efeitos colaterais do femproporex incluem dependência, tremores, irritabilidade, reflexos hiperativos, insônia, confusão, palpitação, arritmia cardíaca, dores no peito, hipertensão, boca seca, náusea, vômito, diarreia, alteração da libido, agressividade, psicose, transtorno de ansiedade generalizada e pânico.

Desde dezembro de 2011 o medicamento está proibido no Brasil e não pode ser produzido, comercializado, manipulado nem utilizado. Nos Estados Unidos, nunca foi registrado e na Europa, está proibido desde 1999.

Para a Agência, a eficácia dos anorexígenos não tem comprovação científica satisfatória e a liberação de sua comercialização pode prejudicar o controle na venda e banalizar o consumo desses medicamentos.

Em posicionamento enviado por e-mail, Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) afirmou que sempre se posicionou contrária à decisão da Anvisa de proibir a comercialização dos derivados de anfetamina e da sibutramina.

Segundo a Sbem, “a fiscalização da comercialização desses remédios deve ser feita, mas é fundamental estar disponível no arsenal terapêutico dos médicos, que trabalham seriamente com obesidade, a possibilidade da utilização dos derivados de anfetamina: mazindol, femproporex e anfepramona. O uso racional desses medicamentos sempre foi defendido pela SBEM, e somos totalmente contrários ao uso desses medicamentos de maneira indiscriminada, como aconteceu no passado. Mas retirá-los do mercado nunca foi a solução para o problema. São substâncias antigas que têm um valor de comercialização baixo e, por isso, podem ser utilizadas em pacientes na rede pública no tratamento da obesidade.”

(Com Agência Brasil)
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Vacina pode ser nova arma contra colesterol

A imunoterapia pode ser uma alternativa mais efetiva e duradoura que as estatinas no combate às doenças cardíacas

Em tese, a vacina seria uma medida mais efetiva e confiável que as estatinas, medicamento que reduz riscos de infarto, derrame e insuficiência cardíaca. (iStock/Getty Images)

Após pesquisas mostrarem que o próprio sistema imunológico pode reduzir o nível de colesterol, cientistas desenvolveram uma injeção que tem o potencial de prevenir ataques cardíacos. De acordo com um estudo publicado no periódico científico European Heart Journal, uma vacina, que ainda não foi testada em humanos, foi capaz de reduzir em 53% o colesterol de ratos. O enrijecimento das artérias, causado por acúmulo de gordura, também foi reduzido em 64% e os marcadores biológicos de inflamação nos vasos sanguíneos, em 58%.

A vacina
Segundo os autores, os resultados abrem espaço para a possibilidade de uma vacina anual capaz de manter os níveis de colesterol sob controle em pacientes de risco. A fórmula, conhecida como AT04A, funciona como um gatilho para a produção de anticorpos, que tem como alvo a enzima PCSK9, reguladora dos níveis de colesterol no sangue e que já mostrou impedir a depuração do colesterol LDL, o colesterol considerado ruim. Em tese, a vacina seria uma medida mais efetiva e confiável que as estatinas, medicamento que reduz riscos de infarto, derrame e insuficiência cardíaca.

Imunoterapia
Ao contrário de uma vacina convencional, que visa conferir imunidade contra invasores estrangeiros como bactérias e vírus, o AT04A é um tratamento de imunoterapia, ou seja, organiza o sistema imunológico para combater uma das próprias proteínas do corpo.

A PCSK9 é produzida no fígado e bloqueia as moléculas do receptor de LDL das células, que eliminam do corpo o colesterol ruim. A vacina em desenvolvimento faz com que o corpo produza anticorpos que inibam essa enzima, de modo que os receptores de LDL permaneçam ativos.

“O AT04A foi capaz de induzir anticorpos que visavam especificamente a enzima PCSK9 ao longo do período de estudo na circulação sanguínea dos camundongos tratados. Como consequência, níveis de colesterol foram reduzidos de forma consistente e duradoura, resultando em uma redução dos depósitos de gordura e inflamação nas artérias.”, disse Gunther Staffler, pesquisador e chefe de tecnologia da empresa austríaca AFFiRis, que desenvolveu a vacina.

“Se esses resultados se mostrarem em seres humanos, isso pode significar que, à medida que os anticorpos induzidos persistirem meses após a vacinação, podemos desenvolver uma terapia que, após a primeira dose, necessite apenas de um reforço anual. Isso resultaria em um tratamento eficaz e mais conveniente para os pacientes, bem como de maior adesão.”

Testes em humanos
Os testes para ver se a abordagem também funcionará em seres humanos já começaram. Em 2015, foi iniciado o estudo fase I, que buscou verificar a segurança e ação da vacina em 72 pacientes saudáveis na Universidade Médica de Viena, na Áustria. A pesquisa está programada para terminar no final deste ano.

No entanto, antes de a vacina ser licenciada e administrada, outros testes focados na efetividade do produto precisam ser realizados. “Se efeitos similares forem percebidos em humanos, poderemos perceber uma redução na taxa de ataques cardíacos”, disse Tim Chico, professor de medicina cardiovascular na Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Redução de medicamentos
Chico ressalta que apesar do estudo ter sido bem conduzido, ainda é muito precoce e não é possível ter certeza que a abordagem funcionará em pessoas. Mas, reforça que “a teoria da vacina é sólida e acho que pode ter o potencial de substituir a necessidade de tomar medicamentos que reduzam o colesterol.”

Para o especialista, “esta é mais uma das provas de que o colesterol causa doenças cardíacas e a redução do colesterol reduz os riscos. Isso confirma a importância de adotar um estilo de vida saudável e, para os pacientes de risco, utilizar medicamentos, como as estatinas.”

Possíveis efeitos colaterais
Segundo especialistas, um possível efeito colateral associado ao bloqueio da enzima PCSK9 na redução do colesterol é o aumento do risco de diabetes.

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Governo amplia vacinação contra HPV

Meninos de 11 a 15 anos e homens e mulheres transplantados ou em tratamento quimioterápico poderão ser imunizados contra o HPV

A vacina contra o HPV contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero, vulva e ânus, nas mulheres; previne verrugas genitais, boca e orofaringe, em mulheres e homens; e contra os câncer de pênis, garganta e de ânus e outras doenças diretamente relacionadas ao vírus, nos meninos. (iStock/Getty Images)

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira a ampliação do público alvo para a vacina contra HPV para meninos entre 11 e 15 anos incompletos. A medida tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino, após estudos comprovarem a eficácia da imunização em homens, e reduzir o desperdício da vacina.

Além dessa mudança, homens e mulheres que se submeteram a transplantes ou tratamentos oncológicos com uso de quimioterapia e radioterapia e meninas que chegaram aos 15 anos sem receber as duas doses contra o HPV também terão direito à vacina.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 e inicialmente tinha como foco apenas a imunização de meninas. Mas desde janeiro deste ano, a imunização passou a ser ofertada para meninos de 12 e 13 anos e crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids.

“Nós temos que cuidar da imunização das nossas crianças, porque as estatísticas e estudos internacionais demonstram que, de fato, a vacina ajuda a reduzir os casos de câncer nessas pessoas imunizadas. Então, é mobilizar a sociedade e imunizar as pessoas”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

Apoio das escolas
Para alcançar a meta de vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos, o Ministério da Saúde fez uma parceria com o Ministério da Educação por meio do Programa Saúde na Escola. A proposta é que os estudantes apresentem, durante o processo de matrícula, a caderneta de vacinação e as instituições comuniquem o sistema sobre as doses prioritárias.

Esquema vacinal
De acordo com o esquema de vacinação, meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas com HIV é necessária prescrição média e a quantidade é de três doses sem intervalo ou com um intervalo de 2 e 6 meses. Manter as doses em dia garante a eficácia da imunização em torno de 98%.

Proteção
Nas mulheres, a vacina contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero, vulva e ânus. A imunização também previne verrugas genitais, boca e orofaringe, em mulheres e homens. Nos meninos, previne contra os câncer de pênis, garganta e de ânus e outras doenças diretamente relacionadas ao vírus.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, onde a vacinação existe desde 2006, mostrou que a infecção oral por HPV foi reduzida em 88% desde então. Por outro lado, um estudo realizado com homens com idade entre 18 e 70 anos, do Brasil, México e Estados Unidos, apontou que os brasileiros são os que mais têm infecção pelo vírus. Além disso, a incidência de câncer do pênis é três vezes maior entre eles do que nos americanos.

Evitar perdas
Apesar dos benefícios associados à vacinação, o governo ressaltou que o principal motivo da ampliação do público alvo é a redução da perda de estoques de vacina. Atualmente, existem cerca de 467.000 doses próximas do vencimento. De acordo com Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, 5% de perda de vacinas é considerado aceitável, mas o Ministério da Saúde precisa trabalhar para evitar o desperdício.

“Queremos que as doses atuais nos estoques sejam utilizadas no mais curto espaço de tempo possível, não apenas para que não se percam, mas, principalmente, para que os jovens abaixo de 15 anos se imunizem contra o HPV”, disse.

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As condutas e incertezas no câncer de reto

No Brasil são diagnosticados cerca de 15 000 novos casos de câncer do reto por ano. Quando tratado de forma apropriada, apresenta bons índices de cura

Diagnóstico de câncer colorretal escrito em uma prancheta. (IStock/Getty Images)

No Brasil são diagnosticados cerca de 15 000 novos casos por ano de câncer do reto. Esse tumor deve ser suspeitado e investigado quando a pessoa apresenta sangue e/ou muco nas fezes e também quando tem a sensação de evacuação incompleta.

O diagnóstico pode ser feito através de um simples toque retal ou por meio de exame endoscópico. Quando tratado de forma apropriada, em especial nas fases mais iniciais, apresenta bons índices de cura. O tratamento desse tumor depende das suas características e, em geral, é realizado por uma associação de métodos terapêuticos: radioterapia, quimioterapia e cirurgia.

A decisão do que fazer passa pelo que se chama de estadiamento da doença e do tumor. Vamos focar neste artigo os casos onde a doença está localizada no reto, isto é, sem metástases à distância.

Opções de tratamento
O tratamento clássico é a cirurgia de ressecção do reto. Assim, lesões localizadas até cerca de um a dois centímetros acima do ânus são tratadas com a retirada de segmento do intestino grosso que inclui o reto e seus linfonodos de drenagem. O trânsito intestinal é restabelecido por meio de uma anastomose (sutura) do cólon com o coto retal.

Por outro lado, se o tumor estiver invadindo os esfíncteres ou muito próximo a eles, em especial em idosos, com o mecanismo esfincteriano menos competente, a conduta é a amputação de reto com colostomia definitiva.

Cerca de 85 a 90% dos tumores de reto são diagnosticados em fase mais avançada, ou seja, envolvendo toda a parede do reto e, às vezes, invadindo órgãos e estruturas vizinhas ao reto. Eventualmente, linfonodos de drenagem que estão ao redor do reto podem estar comprometidos. Nesses casos, o tratamento começa com um esquema de radioterapia associada à quimioterapia, que é denominado de neoadjuvante, e que tem como objetivos reduzir o tamanho do tumor e permitir uma cirurgia mais radical, diminuir o risco de recidiva local do tumor e, em algumas situações, favorecer uma cirurgia onde se possa preservar os esfíncteres anais.

Somente depois de 8 a 12 semanas após o término da neoadjuvância é que se realiza a cirurgia, para que seu efeito possa obter os melhores resultados e para que os tecidos normais possam se recuperar. Esse é o padrão ouro atualmente praticado.

Contudo, na tentativa de se evitar uma grande cirurgia, que é o tratamento clássico, tem-se buscado alternativas onde o reto é preservado, parcial ou totalmente. Uma das técnicas em avaliação é a da ressecção local do tumor, ou seja, ressecando-se apenas a região onde o tumor está localizado.

Essa técnica, como tratamento exclusivo, é aceitável apenas para tumores em fases bem iniciais e com características anatomopatológicas que denotam baixa agressividade. Em lesões que praticamente sumiram com a neoadjuvância, esta pode ser uma alternativa, dependendo de vários fatores específicos.

Outra alternativa para preservação do reto é quando a neaodjuvância leva a uma regressão total do tumor, podendo-se nestes casos apenas acompanhar o paciente e operá-lo ao menor sinal de recidiva. O problema desta conduta é definir o que é regressão total (resposta completa à neaodjuvância) e o risco do tumor se reapresentar de forma agressiva, perdendo-se a oportunidade de cura.

Equipe multidisciplinar é essencial
Os conceitos evolventes no tratamento do câncer do reto fazem com que os processos decisórios sobre o que fazer dependam, mais do que nunca, de uma equipe multidisciplinar, que congrega endoscopista, especialista em imagens, cirurgião, radioterapeuta e oncologista clínico, os quais devem atuar de forma integrada, em centros de referência.

Aliás, a experiência mundial mostra que os melhores resultados de sobrevida são obtidos nestes centros, que reúnem expertise e volume de casos.



Por Raul Cutait
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Limpe o açúcar do seu corpo e sangue com estas simples instruções



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sábado, 17 de junho de 2017

A casca de tangerina - Uma fonte de saúde incrível. 7 receitas que são verdadeiros milagres


Pode admitir: quando você consome tangerina, joga a casca fora, não joga?. Sugerimos que não faça mais isso. A tangerina, também chamada de de bergamota ou laranja-cravo, é muito parecida com a laranja, mas tem uma casca de cor mais forte e brilhante. Trata-se de uma fruta docinha, aromática e cheia de propriedades medicinais. Infelizmente, por falta de conhecimento, nem todo mundo sabe que pode tirar proveito tanto da poupa quanto da casca.

Sabe aquele delicioso cheiro que a casca de tangerina tem?. Pois é!. Ele tem um efeito calmante e eleva o nosso humor. No entanto, não para por aqui!. A casca de tangerina pode resolver muitos outros problemas de saúde. Pensando nisso, separamos sete receitas, para diferentes situações, baseadas na casca dessa maravilhosa fruta.

Aqui estão elas:
1. Problemas digestivos
Coloque a casca de tangerina para secar no sol.  Feito isso, triture bem no liquidificador para formar um pó. Em seguida, jogue o pó na comida – isso será muito bom para a digestão. Outra dica é colocar esse pozinho no café, pois impede flatulência e dores no estômago.

2. Bronquite
Coloque um copo de água para ferver e adicione duas colheres (sopa) de casca de tangerina. Feito isso, deixe descansar por uma hora e depois consuma meio copo da bebida três vezes ao dia, sempre meia hora antes das principais refeições.

3. Tosse seca
Coloque duas colheres (sopa) de casca de tangerina seca num copo de aguardente. Deixe descansar por uma semana num local fresco e escuro. Passado esse tempo, consuma 20 gotas diluídas em água, três vezes ao dia antes de cada refeição.

4. Resfriado
Coloque na água fervente vários pedaços de casca de tangerina frescos. Feito isso, respire o vapor por dez minutos, mas não se exponha ao frio pelo menos por 1h.

5. Fungo nos pés
Esfregue bem a casca da fruta nas unhas e nas áreas afetadas dos pés. Faça isso duas vezes por dia.

6. Insônia
Coloque vários pedaços de casca de tangerina num saco e deixe próximo a você – de maneira que possa respirar e sentir o cheiro por 15 minutos. Esta técnica até ajuda a aliviar dores na cabeça.

7. Hipertensão e arritmias cardíacas
Coloque três litros de água e uma xícara de casca de tangerina numa panela. Feito isso, leve para ferver. Depois desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Aproveite a solução no banho quente.

E agora?
Será que você vai continuar jogando a casca de tangerina no lixo?

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