domingo, 26 de março de 2017

Conheça a alfarroba, alimento riquíssimo em fibras e vitaminas

A alfarroba é uma vagem, parecida com o feijão, que pode ser usada como um substituto saudável do chocolate

Creme de chocolate (IStock/Getty Images)

Hoje em dia, os corredores dos supermercados estão repletos de produtos ditos diet, light, reduzidos em calorias, sem lactose, sem glúten, sem colesterol e sem muitas outras coisas. Existem também produtos com ingredientes novos e muitas vezes desconhecidos da grande maioria das pessoas, nesse grupo desponta a alfarroba.

A alfarroba é uma vagem, parecida com o feijão, de cor marrom escura e sabor doce. Sua árvore é nativa da costa do Mediterrâneo, mas, hoje em dia, é muito cultivada na região amazônica. Dentro da vagem tem o seu fruto, que é muito utilizado pela indústria de alimentos como ingrediente para algumas preparações.

A alfarroba é rica em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, prevenindo doenças, como a constipação. Além disso, possui vitaminas e minerais em sua composição, que, aliados a uma dieta rica em frutas, legumes e verduras, pode fornecer todos os minerais e vitaminas necessárias.

O mais interessante, é que a alfarroba pode ser usada como um substituto do chocolate, por ter características que se assemelham ao sabor e consistência. Hoje em dia, a indústria alimentícia utiliza a farinha de alfarroba para substituir o cacau na preparação de chocolate.

E esta substituição apresenta algumas vantagens, como a redução na quantidade de gordura – enquanto o cacau tem aproximadamente 23%, a alfarroba tem 1%. Além disso, o chocolate feito com a alfarroba, ao invés do cacau, é uma ótima alternativa para pessoas com intolerância alimentar, pois não possui glúten ou lactose. Ela também ajuda na cremosidade e viscosidade na preparação do produto.

Os amantes e os viciados em chocolate podem considerar essa substituição uma grande heresia, imperdoável e irresponsável, mas a opção existe. Conheça e decida!


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Por Daniel Magnoni
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Usar desodorante antitranspirante causa câncer de mama?

Essa é uma das cinco dúvidas mais comuns sobre a doença, respondidas por Antônio Frasson, mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein

Câncer de mama (iStock/Getty Images)

A internet é uma excelente ferramenta na disseminação de informações e conhecimentos. Ao mesmo tempo, serve também para propagar boatos e mitos sobre diversos temas.

Câncer é um dos tópicos favoritos, entretanto, informações incorretas, imprecisas, ou mesmo falsas, podem gerar angústias desnecessárias. São os chamados “mitos da internet”. Abaixo vamos discutir sobre alguns deles, sobre o câncer de mama:

1. Usar sutiã causa câncer?
Criado em 1914, o sutiã era uma invenção que tinha o objetivo de acomodar o seio, em detrimento do uso do espartilho, possibilitando moldá-lo, diminuí-lo, escondê-lo ou exibi-lo. Apesar de ser uma peça frequente do guarda-roupa feminino, muitas mulheres têm a preocupação que seu uso possa aumentar o risco de câncer de mama. Entretanto, não há estudos que comprovem esta visão.

Em junho de 2002, a Clínica Mayo, um importante centro de estudos norte-americano, realizou uma pesquisa com o objetivo de avaliar a relação entre o uso do sutiã e o risco de neoplasia mamária. Foi realizada uma comparação entre 1.044 mulheres diagnosticadas com carcinoma mamário entre 2000 e 2004, com 469 mulheres sem a doença. Nenhum aspecto relacionado ao uso do sutiã, incluindo o tamanho do bojo, número médio de uso em horas/dia e a idade em que começaram a utilizá-lo, foi associado ao risco de desenvolvimento da neoplasia.

2. Todos os nódulos da mama são câncer?
Considerada a queixa mais comum dos consultórios de mastologia, podendo chegar a 60% das consultas, os nódulos mamários, em sua maioria, correspondem a patologias benignas (70-75% dos diagnósticos), podendo apresentar conteúdo cístico ou sólido.

A glândula mamária sofre profundas mudanças durante a evolução da mulher, entre a menarca e a menopausa. Após a menarca (primeira menstruação), o tecido mamário pode responder de maneira exagerada aos estímulos hormonais fisiológicos, formando os fibroadenomas, que correspondem aos nódulos mamários mais frequentes. São nódulos com crescimento limitado e em geral, não ultrapassam dois centímetros, diminuindo o seu tamanho após a menopausa.

Portanto, ao palpar um nódulo, não há motivo para desespero, apenas consulte o mastologista que irá realizar o exame físico das mamas e solicitar os exames complementares que julgar necessário.

3. Próteses de silicone aumentam o risco de câncer?
Existem cerca de 10 milhões de mulheres em todo o mundo com implantes mamários. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, a mamoplastia de aumento é o procedimento cosmético mais realizado, com uma estimativa recente de mais de 550.000 implantes por ano.

Apesar de décadas de uso, a segurança em longo prazo dos implantes mamários continua a ser uma preocupação. Todavia, pesquisadores em Los Angeles, Califórnia, acompanharam 3.182 mulheres com implantes mamários por mais de 14 anos e mostraram que estas pacientes não apresentaram diferença na incidência de neoplasia, bem como não havia atraso na detecção da lesão. Outros seis estudos epidemiológicos publicados sobre o tema também relatam que o risco de câncer de mama é igual ou inferior à taxa esperada.

4. História familiar negativa para câncer de mama significa que não há motivos para preocupação com esta neoplasia?
Apenas 5% a 10% de todos os casos de câncer da mama são atribuídos a defeitos (mutações) em um número pequeno de genes que podem ser transmitidos de geração em geração. Estas famílias têm o que se chama de câncer hereditário. Dentre estas mutações, a mais comum está no gene BRCA1-BRCA2.

A atriz Angelina Jolie assumiu publicamente ser portadora de uma dessas mutações. Nessa situação, o risco do desenvolvimento do câncer de mama durante a vida da mulher está entre 50% a 80%. Uma mulher sem fatores de risco apresenta uma chance aproximada de 10% de desenvolver a neoplasia.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o rastreamento do câncer de mama deva ser realizado por TODAS as mulheres a partir dos 40 anos, com a realização periódica de mamografia ou outros exames complementares e avaliação clínica pelo Mastologista, visando à detecção precoce da neoplasia, com o objetivo de reduzir a mortalidade pela doença.

5. Usar desodorante antitranspirante causa câncer de mama?
Após a publicação de um estudo Suíço em setembro de 2016 no International Journal of Cancer que estabeleceu uma ligação em camundongos entre câncer de mama e sais de alumínio, a controvérsia sobre desodorantes ou, mais precisamente, acerca de sais de alumínio em antitranspirantes reacendeu novamente esta polêmica.

No entanto, nenhum estudo epidemiológico realizado em seres humanos conseguiu estabelecer uma relação direta entre os sais de alumínio e o risco de câncer de mama. Até esta data, apenas dois estudos com alto nível de evidência científica analisaram as consequências da aplicação regular de antitranspirantes, não havendo comprovação que o seu uso tenha influência no aumento do risco de se desenvolver a neoplasia.



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Por Antônio Frasson
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Rio confirma mais dois casos de febre amarela

A secretaria municipal de Casimiro de Abreu, no interior do Rio, confirmou o quinto caso de febre amarela na cidade

Já são cinco casos de febre amarela no Estado do Rio, todos em Casimiro de Abreu. Uma pessoa morreu, três já receberam alta e uma permanece internada. (Fio Cruz/Divulgação)

A secretaria municipal de Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea fluminense, confirmou mais dois casos de febre amarela na cidade. O primeiro, um paciente de 68 anos, residente da área urbana, que ia com frequência para cachoeiras. Ele está internado no Hospital dos Servidores, no Rio, e seu estado de saúde é estável. O segundo paciente não teve a idade divulgada e, de acordo com a prefeitura de Casimiro de Abreu, se tratou na cidade e já teve alta.

Com esses já são cinco casos de febre amarela no Estado do Rio, todos em Casimiro de Abreu. Uma pessoa morreu, três já receberam alta e uma permanece internada.

Vacinação em massa
Diante do inesperado surto de febre amarela, o Rio de Janeiro decidiu que, até o final do ano, irá vacinar toda a população do Estado contra a doença.

(Com Estadão Conteúdo)

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Tratamento atóxico poderá reduzir a quimioterapia contra o câncer

Pesquisadores espanhóis estão testando o uso de de nanocápsulas inteligentes para o tratamento do câncer de pulmão

Eva Martín del Valle, professora de engenharia química e coordenadora do projeto, o tratamento em estudo poderá reduzir a toxicidade dos medicamentos convencionais. (Hemera/Thinkstock/VEJA/VEJA)

Um novo tratamento atóxico pode ser uma alternativa à quimioterapia no combate ao câncer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Salamanca, na Espanha. O estudo tem como base o uso de nanocápsulas inteligentes capazes de reconhecer células cancerosas agindo diretamente sobre elas, especificamente em casos de câncer de pulmão.

“O que estamos tentando é abolir a dependência do paciente que passa duas horas em uma sala, submetido a tratamento, enquanto está recebendo a quimioterapia”, disse Eva Martín del Valle, professora de engenharia química e coordenadora do projeto, em comunicado publicado nesta quarta-feira.

O experimento in vitro consiste no desenvolvimento de um inalador aerossol que funcione de forma convencional, sem gerar reações adversas ao entrar em contato com o tecido pulmonar.

Segundo Eva, a técnica em estudo promete dar maior autonomia ao paciente em relação à administração do ciclo convencional dos medicamentos. O objetivo do experimento é diminuir a quantidade de fármacos reduzindo a toxicidade e melhorando seus efeitos. “80% do fármaco administrado não é utilizado, mas tem que ser metabolizado ou expulso pelo organismo”. A pesquisadora calculou, ainda, que em até dois anos os testes poderão ser realizados em ratos.
Câncer em impressões 3D

Por enquanto, para garantir a aprovação do uso deste tratamento, a equipe espanhola tem desenvolvido espécies de “tumores” utilizando impressoras 3D em compartimentos que permitem o crescimento das células tumorais de forma estruturada, para que os resultados sejam mais próximos da realidade e demonstrem maior segurança antes de começarem os testes em animais. “Sempre há um salto extremamente grande entre os testes in vitro em comparação com a experimentação in vivo. Não há nada no meio. E é aí que estamos, tentando desenvolver tumores em três dimensões, para ver como crescem e validar o que estamos desenvolvendo”, concluiu a cientista.

(Com EFE)
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Vacina contra febre amarela não é ‘veneno mortal’

Sites inventam que problema teria sido descoberto após vacinação de 40 milhões de pessoas. Ministério da Saúde diz que vacina é "segura e eficaz"

Doses de vacina contra a febre amarela (Andre Borges/Agência Brasília/Divulgação)

Enquanto o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela em dezenove estados brasileiros, conta 144 mortos pela doença e 488 casos confirmados (números da última segunda-feira), sites como o Saúde, Vida e Família e o Pensa Brasil propagam o boato de que “Depois de vacinarem 40 milhões de pessoas, descobriram que a ‘VACINA DA FEBRE AMARELA É UM VENENO MORTAL’”.

A irresponsabilidade é a prova de que criar notícias falsas sobre mortes reais de pessoas não é o bastante para os profissionais da mentira na internet. Limites e consciência simplesmente não existem nesse ramo, que, por outro lado, pode ser bastante rentável: só no Saúde, Vida e Família, o conteúdo foi lido 939.200 vezes; no Pensa Brasil, foram 4.000 compartilhamentos.

Os dois sites têm entre seus anunciantes a Prefeitura de São Paulo, que veicula ali o programa “Nota do Milhão”, lançado pelo prefeito João Doria (PSDB) no início de março.

O texto mentiroso diz o seguinte:

“Um dos possíveis efeitos secundários da vacina Febre Amarela que já matou e incapacitou centenas de Brasileiros tendo sido confirmados 500 casos com esta vacina.

Esta vacina ataca diretamente o sistema nervoso e causa problemas de respiração, paralisia e pode até levar à morte.

[…]

Se tomas vacinas contra a Febre Amarela, é provável que estejas a ser envenenado aos poucos, pois sabe-se que estas contêm produtos químicos neurotóxicos e metais pesados em concentrações alarmantes! Para além disso, não existe uma forma segura de mercúrio, tal como não existe forma segura de heroína. Todas as formas de mercúrio são consideradas altamente tóxicas quando injetadas no corpo! compartilhe máximo que puder!”.



Por meio de nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde, que comprou cerca de 12 milhões de doses da vacina e deve entregá-las até o final deste mês, garante que “as vacinas contra a febre amarela são seguras e eficazes quando administradas de acordo com as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

A pasta pondera que a vacina, “como qualquer imunobiológico”, é contraindicada a alguns grupos de pessoas, mas que “trata-se de uma vacina altamente imunogênica (confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados), bem tolerada e raramente associada a eventos adversos graves”.

As contraindicações são a crianças menores de seis meses de idade e mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses de idade. Devem ser avaliados por um médico antes de vacinados: pacientes portadores de alguma imunossupressão, seja congênita ou adquirida, gestantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo ou gelatina.

“É muito importante o cumprimento dessas orientações, pois a vacinação de forma inadvertida poderá, mesmo que raramente, causar eventos adversos graves pós-vacinação”, adverte o ministério.

No meio do texto da notícia falsa, desembesta-se falar também sobre a vacina contra a gripe e os “riscos associados à mesma”:

“Segundo quase todas as histórias publicadas, as vacinas contra a gripe oferecem praticamente proteção certa contra a febre enquanto que o risco nunca é mencionado. Na própria bula é revelado que a vacina nunca foi submetida a ensaios clínicos científicos: ‘Não houve estudos controlados que demonstrem adequadamente uma diminuição na doença influenza após a vacinação com Flulaval’, é o que se pode ler no folheto informativo num texto minúsculo que ninguém lê”

Mesmo assim, as farmacêuticas e várias outras entidades incentivam à vacinação contra a gripe por parte de mulheres grávidas. A mesma entidade que admite que a vacina nunca foi testada, admite também abertamente que esta contém produtos químicos neurotóxicos!”

Na mesma nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde esclarece que “todas as vacinas ofertadas no Sistema Único de Saúde passam por um processo rigoroso de avaliação de qualidade, obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”.

Por João Pedroso de Campos
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Ministério analisa incluir vacina da febre amarela no calendário

A proposta sugere incluir a vacina contra febre amarela no calendário nacional de imunização das crianças de todas as regiões do Brasil a partir de 2018

Frasco de vacina da febre amarela (Yasuyoshi Chiba/AFP)

O Ministério da Saúde estuda incluir a vacina contra a febre amarela no calendário nacional de imunização das crianças de todas as regiões do Brasil, não só das áreas consideradas endêmicas. A proposta é que a medida já comece a valer a partir do ano que vem. As crianças receberiam duas doses – a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos de idade.

“Estamos estudando a possibilidade de introduzir a vacina. É preciso avaliar o risco-benefício. Você tem que colocar na balança qual o benefício de dar essa vacina (em áreas que não têm casos da doença). O benefício é que em longo prazo, em 20 anos, teremos toda a população do Brasil imunizada e não precisaremos fazer uma campanha. Vou vacinando gradativamente. Mas tem os riscos”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, em seminário promovido pela Sociedade Brasileira de Imunizações, realizado nesta quinta-feira, em São Paulo.

Mudança de cenário
A mudança no cenário da transmissão de febre amarela está entre os fatores avaliados pelos técnicos da pasta. “Não havia transmissão da doença no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Com idas e vindas da população o tempo todo, a pessoa que mora no Rio Grande do Norte (um dos Estados que não têm transmissão da doença) pode vir trabalhar no Rio ou em São Paulo; traz o filho pequeno. Há cinco anos, o cenário era outro. Temos que nos adaptar a esse outro cenário.”, disse Carla.

Hoje, há 3.529 municípios com recomendação de imunizar a população contra a febre amarela – nesses, já funciona o esquema de vacinar crianças aos 9 meses e 4 anos. Outros 113 foram incluídos como áreas de vacinação prioritária por causa da transmissão da doença. A estimativa do ministério é que ainda tenham de ser vacinados 25,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 59 anos.

(Com Estadão Conteúdo)
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Estudo: contágio de dengue ocorre a até 200 metros de casa

Pesquisa publicada na revista 'Science' revela que infecção do vírus costuma acontecer em uma distância de até dois quarteirões da residência

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. (VEJA/Dedoc)

A maioria das transmissões de dengue ocorre dentro ou perto de casa. Além disso, casos inter-relacionados acometem pessoas que moram a 200 metros umas das outras, distância equivalente a dois quarteirões. As descobertas foram publicadas nesta quinta-feira na revista científica Science.

Pesquisadores da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, sequenciaram os vírus de 640 infecções de dengue ocorridas entre 1994 e 2010, em Bangcoc, na Tailândia, em áreas com diferentes densidades populacionais. Eles, então, cruzaram as informações com um mapa da residência dos indivíduos afetados.

O resultado foi revelador. Entre as pessoas que viviam a até 200 metros de distância entre elas, 60% foram contaminadas pela mesma corrente de transmissão, isto é, por um vírus recentemente introduzido na área. Já entre aquelas que moravam a 5 quilômetros de distância, a corrente era semelhante em apenas 3% dos casos.

Combate ao Aedes aegypti
De acordo com os estudiosos, em uma mesma temporada de contágio, 160 correntes de transmissão diferentes circulam simultaneamente em Bangcoc. A diversidade é menor em áreas com maior densidade populacional.

Entender o processo de transmissão da doença pode ajudar a elaborar estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de dengue, chikungunya, febre amarela e zika vírus. Algumas medidas possíveis são monitorar focos do inseto em locais de alta contaminação e vacinar os moradores nessas áreas. Em 2016, a dengue infectou cerca de 1,5 milhão de brasileiros e provocou mais de 600 mortes.

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